Prefeito Vittorio Medioli decreta estado de calamidade financeira em Betim


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    O prefeito de Betim, Vittorio Medioli, assinou decreto que institui o Estado de Calamidade Financeira de Betim. Ele passa a valer a partir de sua publicação no Órgão Oficial do Município, neste sábado, 29. A decisão foi tomada após a situação econômica de Betim se agravar ainda mais por conta da dívida do Governo de Minas Gerais de R$ 182 milhões, que deveriam ter sido depositados na conta da prefeitura ao longo do ano de 2018. Esse valor é o total da dívida até esta sexta-feira, 28. 
    Dos repasses em atraso, cerca de R$ 94 milhões são do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS); R$ 54 milhões de Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), além dos R$ 34 milhões que deveriam aplicados no Sistema Único de Saúde (SUS). 
    É importante explicar à população betinense que a cidade sentirá gravemente os efeitos dos atrasos de verbas, caso o Governo de Minas Gerais não regularize essa situação imediatamente. Atualmente, o município deve cerca de R$ 35 milhões aos fornecedores. 
    Entre as medidas anunciadas pelo prefeito, estão o adiamento do retorno das aulas nas unidades escolares para 18 de fevereiro – a previsão era 28 de janeiro; cortes nos recursos destinados à manutenção de vias públicas; além da suspensão de horas extras para as secretarias de Saúde, Segurança Pública e Educação. A previsão é ter uma real análise da situação em 7 de janeiro.